Segue o teu destino. Rega as tuas plantas. Ama as tuas rosas. O resto é a sombra de árvores alheias.
Domingo, 11 de Novembro de 2012
Novembro, o mês da castanha...


“Mas o fruto dos frutos, o único que ao mesmo tempo alimenta e simboliza, cai dumas árvores altas, imensas, centenárias, que, puras como vestais, parecem encarnar a virgindade da própria paisagem. Só em Novembro as agita uma inquietação funda, dolorosa, que as faz lançar ao chão lágrimas que são ouriços. Abrindo-as, essas lágrimas eriçadas de espinhos deixam ver uma cama fofa e maravilha singular de que falo, tão desafectada que até o próprio nome é doce e modesta – a castanha. 

Assada, no S. Martinho, serve de lastro à prova do vinho novo. Cozida, no Janeiro glacial, aquece as mãos e a boca de pobres e ricos. Crua engorda os porcos, com vossa licença..."


Miguel Torga 



publicado por maria mendonça às 19:38
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1 comentário:
De antonio a. a 12 de Novembro de 2012 às 22:44
OLá
Muito obrigado pela partilha do texto escolhido.

Cumps.
António A.
Horta de Codeçais


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