Para aliviar o stress destes dias...
É muito bom chegar a casa, olhar para estas criaturas com vidas simples e relaxar um pouco. Normalmente, quando tenho pão duro costumo dá-lo às aves, mas este hábito trouxe-me uma dor de cabeça. De repente, o pão que o padeiro me deixa de madrugada, começou a desaparecer. Estranhei... teria o padeiro se esquecido? Aconteceu, um dia, dois dias, até que comecei a prestar mais atenção. E descobri, os ladrões...
Pois, aves sábias, aprenderam depressa, deixaram de comer pão duro e começaram a comer o fresquinho, logo pela manhã...

Quem conhece a minha casa, sabe que na porta tenho duas palmeiras... esta é uma delas... Vamos jogar, onde está o Wally? Neste caso, onde está o ninho?
Na quinta-feira, chegada a casa, deparo-me com o tapete junto à porta de entrada um pouco sujo, essencialmente ervas secas e musgo, alguém andou a brincar muito durante o dia, pensei eu.
Olhando melhor para a palmeira, percebi o motivo, um ninho a ser construído, bem no meio da planta. A ave é esperta, está abrigada, do vento, da chuva e das aves de rapina, relativamente à Pintas, não sei se terá sido uma boa escolha, vamos a ver...
Óptima oportunidade, para fotografar a evolução. Em dois dias, já houve muito trabalho, hoje, já só tem um buraquinho para entrar.
Um trabalho de engenharia impressionante!
Ainda, há dias assim, dias de sorte, acho que ontem foi um dia desses...
Sem grande esforço, consegui estas fotografias deste belo animal, suponho uma coruja ou um mocho... Em plena hora de almoço, à luz do dia, algo estranho, atendendo ser um animal da noite. Dotado de uma ótima visão, detetou-me a uns bons metros e nada de muitas aproximações, pois não tolera muitos bem os humanos.
Só foi pena não ter uma grande objetiva na máquina...
Pois é, o ninho já tem novos residentes... Eu que pensava que cada pássaro dava uma única ninhada na Primavera, mas esta já é a segunda.
Desta vez são quatro aves. Não sei qual a espécie, são pretos e têm uma cauda acastanhada meia avermelhada, como a que aparece no canto superior esquerdo da fotografia.
Quando lá vou, ficam sossegados, a ver se passam por mortos, mas quando viro costas... é um piar constante! Coitada, da pobre mãe para alimentar as quatro crias, é uma vai e vem constante com comida no bico.
Pelo estado das penas, não devem tardar a voar e a procurarem alimento por elas próprias... espero que longe da Pintas, a cadela!
Eu bem disse que estava confirmado, há ninho e eu sabia bem onde ele se encontrava...
Primeira fotografia, das três crias duas estavam famintas...
Mais tarde, na tentativa de conseguir um pequeno vídeo volto ao lugar do "crime". Mas encontro a mãe e esta não arredou pé, nem com a minha presença muito próxima, também não tentei afastá-la, mais tarde voltarei....
A Primavera traz à Quinta vida nova, uma renovação anual!
Os passarinhos brincam constantemente, chega o cuco, os pica-paus, os melros, os pardais, as andorinhas... É uma qualidade de vida, que infelizmente, nem todos podem ter acesso.
Hoje, partilho convosco um bocadinho disso, a popa, registo feito no Domingo bem cedinho.
Captada nas últimas chuvadas, cá na Quinta.
Coitada, não teve onde se abrigar! E como chovia neste dia!!
Hoje, presentei-o-vos com uma das aves que eu considero mais bonitas da Quinta. Elegantes e com um porte majestoso, aprenderam a conviver com os humanos e até com a cadela. Cada vez estão mais sociáveis e toleram a presença das pessoas até uma certa distância.
Esta é a Poupa (Upupa sp.) é o nome comum dado às três espécies de aves upupiformes pertencentes à família Upupidae e género Upupa. Em Portugal, a poupa pode ser observada em todo o território continental e no arquipélago da Madeira. Sabe-se que algumas populações são nómadas, mas o seu estatuto de ave residente ou migratória é ainda indefinido.
A poupa é uma ave de médio porte, com 25-27 cm de comprimento, cerca de 50 cm de envergadura e cauda relativamente longa. A plumagem é acastanhada, sendo as asas pretas e brancas e a cauda preta. A poupa ponteaguda que lhe dá o nome é bem visível quando erecta. O bico é longo e recurvado e as patas são acinzentadas e curtas. O seu canto é um característico hoop-hoop-hoop que pode ser repetido ao longo de vários minutos.
A poupa alimenta-se de insectos e suas larvas, bem como de minhocas e outros anelídeos terrestres, pequenos anfíbios e por vezes pequenas cobras. Embora prefira alimentar-se no solo, é também capaz de caçar insectos em voo.
O estado de conservação da poupa é seguro, mas a espécie encontra-se em regressão na Europa. No último século desapareceu da Suécia, Holanda, Bélgica e grande parte da Alemanha, sobretudo devido à alteração das práticas agrícolas e à introdução do uso de insecticidas.
(fonte: wikipedia)
Saber mais : http://www.avesdeportugal.info/upuepo.html
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